sexta-feira, 22 de julho de 2011

Método Pilates em pós-cirúrgico de supraespinhoso

INTRODUÇÃO: Em atividades cotidianas muito pouco repara-se no próprio corpo, suas estruturas e funções. Seja qual for a atividade, a articulação do ombro com certeza de algum modo é requisitada, pois é este complexo articular de maior amplitude de movimento no ser humano. Qualquer incômodo nessa estrutura gera uma incapacidade funcional e óbvio, a perda de rendimento. O objetivo deste estudo é ressaltar a importância do conhecimento da cinesioterapia no Método Pilates utilizando o Protocolo de Rockwood visando o tratamento de lesões de manguito rotador.
MATERIAL E MÉTODOS: Em um estúdio de Pilates na cidade do Rio de Janeiro, foram realizadas após a avaliação cinética-funcional, com acréscimo da imagem de ressonância magnética do local acometido, duas sessões/aulas de Pilates de uma hora, por semana, durante quatro meses, trabalhando todo o corpo, por ser de princípio do Método, porém enfatizando o ombro direito, porque saíra de um pós-operatório de ruptura do tendão do supraespinhoso da aluna I.F.M., gênero feminino, 54 anos, sedentária, funcionária pública, altura 172cm, peso de massa corpórea 67kg, a qual praticou voleibol por onze anos na juventude e relatou dor intensa após uma aula de natação recentemente. As sessões de Pilates eram realizadas pelo Instrutor que era um Fisioterapeuta, o qual obtinha a cada aula uma avaliação no mínima subjetiva a partir da resposta da aluna aos exercícios. Durante esses meses, os exercícios foram evoluindo de acordo com a adaptabilidade da paciente, em relação principalmente ao protocolo de Rockwood realizado de forma multiangular, com a faixa elástica, no Cadillac ou Trapézio, na posição ortostática no lado frontal do aparelho com a resistência das molas, com a Medicine Ball em decúbito dorsal no mesmo aparelho (recrutando também musculatura sinergista da região focada e coordenação), solo e, também na posição sentada na Bola suíça, este concomitantemente trabalhando propriocepção de tronco e controle motor. Sempre respeitando o limiar de resistência, força e de dor da paciente.
RESULTADOS: Foi verificado melhora significativa nos movimentos de abdução/adução, rotação externa/interna e flexão/extensão. Ratificando que o corpo foi trabalhado de modo global e em outros exercícios diversificando aparelhos e acessórios, obtendo maior consciência corporal da aluna ajudando o estímulo proprioceptivo local.
DISCUSSÃO: Sabendo que uma das causas mais comuns de lesão do ombro é a ruptura do tendão do supraespinhoso, devemos elaborar uma conduta de tratamento relacionada com a característica da lesão do paciente como diz as literaturas, respeitando a fisiologia mecânica da estrutura. Podendo assim aliar um fundamento em outras técnicas, como o que foi efetuado nesta pesquisa, o Protocolo de Rockwood (multiangular) no Pilates, apresentando bom resultado.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Atividade Física aliada a Análises Ergonômicas

INTRODUÇÃO: O bom equilíbrio corporal em todas as suas funções (endógenas e exógenas) é primordial para o ser humano no desempenho otimizado em seu cotidiano (incluso vida laboral), mas para isso é fundamental aplicar a ergonomia no seu processo e ambiente profissional, valorizando a atividade física, uma alimentação balanceada, além de descanso.
OBJETIVO: Salientar dados de funcionários do setor automotivo de um órgão público conceituado, destacando as nuances de regiões anatômicas mais acometidas por processos inflamatórios (duração e intensidade), a partir da postura deste trabalhador, relacionados com os itens de um bom equilíbrio corporal.
METODOLOGIA: Foi realizado o Censo de Ergonomia dos autores Hudson Couto e Otacílio Cardoso, em todo o setor automotivo com um total de 20 funcionários e também foi aplicado o Rapid Entire Body assessment (REBA), que analisa o grau de potencial de risco para desenvolver lesão musculoesquelética a partir da postura.
RESULTADOS: O Censo ergonômico mostra os seguintes parâmetros: 10% relataram não sentirem dores, 40% sentem dores de nível moderado há mais de 6 meses em diversas regiões do corpo, 10% sentem dores moderadas de 1 a 3 meses, 10 % sentem dores leves, 10 % sentem dores moderadas e mais 10 % sentem dores fortes de 3 a 6 meses, outros não atingem número significativo. As regiões mais acometidas são: coluna 65%, pescoço, tornozelo/pé e pernas, cada um com 30%, ombros 25% e joelho 20%. Ratificando esses resultados o REBA verificou alto risco de lesão para os trabalhadores operacionais, ou seja, indicativo de atuação ergonômica rápida e relevante.
CONCLUSÃO: Observa-se que toda orientação se faz necessária, embasada nos princípios em que se aprende nas salas de aula durante a formação acadêmica; nunca menosprezar a Fisioterapia corretiva, mas enfatizar a preventiva, com uma visão multiprofissional, isto é, informando-os da importância de uma alimentação balanceada, facilitando o metabolismo, sobretudo o muscular (de acordo com a atividade exercida); ressaltando também a importância de um tempo de descanso e lazer, evitando assim o estresse, melhorando os fatores de risco cardiovasculares e psicossociais, e finalmente sugerindo no posto laboral propriamente dito uma atividade de Isostretching global ativo, por exemplo: utilizando materiais simples como colchonetes, antes ou depois da hora de trabalho, atuando no que foi averiguado com a pesquisa.

Resumo Científico apresentado no 13º Simpósio Internacional de Atividades Fisicas do Rio de Janeiro (SIAFis) em 06, 07 e 08 de Novembro de 2009.

Síndrome do Túnel do Carpo

Definição
            É a compressão do nervo mediano na face anterior do punho em um túnel formado diretamente pelos tendões do flexor superficial, flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar, sendo que indiretamente também encontramos o retináculo flexor. Traumatismos locais e até mesmo imobilizações prolongadas favorecem para instalação da síndrome, no entanto também é comum em gestantes e principalmente em atividades de esforço repetitivo. 
            Os sinais e sintomas combinados com algumas manobras ortopédicas como Phalen, Percussão de Tínel e Compressão do Carpo são importantes, porém somente a EMG é capaz de diagnosticar e graduar este distúrbio.
            Inicialmente a conduta deve ser conservadora priorizando repouso, mudança de hábitos e principalmente manobras de alongamento em todo grupo flexor, incluindo o retináculo, manobras de mobilização e para alguns casos mobilização neural. Quando no pós-operatório também devemos eliminar possíveis aderências cicatriciais. Após o trabalho de reabilitação incluindo as mudanças de hábito se o paciente ainda apresenta sinais e sintomas é indicado um procedimento cirúrgico através da liberação do Ligamento Transverso do carpo e não do retináculo flexor.
Ocupações que mais acomete
Digitador, caixa de supermercados, escritor, secretária, entre outros.
Prevenção:
Alongamentos para a musculatura flexora dos dedos, acessórios ergonômicos para desenvolver as atividades determinadas, orientação de um profissional de preferência da área da saúde para como o individuo realizar seu trabalho sem comprometer o seu corpo, Fonoforese.
Testes especiais: Eletroneuromiografia/velocidade de condução nervosa; Teste de vibração.

Referencias Bibliográficas:

BARBOSA, Luís Guilherme. Fisioterapia Preventiva no Distúrbios Osteomúsculares Relacionados ao Trabalho – DORT’s -: A fisioterapia do Trabalho Aplicada. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A, 2002.
GANN, Nancy. Ortopedia – Guia de Consulta Rápida para Fisioterapia – Distúrbios, Testes e Estratégias de Reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S. A., 2005.
SALTER, Robert B. Distúrbios e Lesões do Sistema Músculo Esquelético. 3ªed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2001. 

Fisioterapia: nossas mãos em sua vida. Mais qualidade de vida!